MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE CAMARGOS

A Matriz de Nossa Senhora da Conceição com o seu primoroso Cruzeiro Joanino

 

 

Por volta de 1700 Tomás Lopes de Camargos, que chegara à região das Minas com a bandeira do Padre João de Faria Fialho, abandonou suas lavras em Vila Rica devido à fome que por alí grassava e com os  seus irmãos Fernando e João seguiu para o norte, estabelecendo-se às margens de um ribeirão aurífero.

O seu povoado ganhou o nome de sua família e a denominação prevaleceu pelos tempos. O censo de 1831 comprovou que alí viviam 366 habitantes (284 pessoas livres e 118 cativos) de forma praticamente autônoma, produzindo quase tudo o necessário à sobrevivência, além da mineração. Já em 1990 a população se resumia a apenas 75 moradores, espalhados pela região. Depois de uma fase de grande prosperidade, Camargos se esvaziou, ficando quase abandonada.

Há controvérsias sobre a sua idade e sua igreja. Cônego Raimundo Trindade cita o estabelecimento do povoado em 1698. O Livro de Lotação das Freguesias deste Bispado, do Arquivo Eclesiástico de Mariana, estabelece a fundação do arraial e de seu templo em 1690, sendo o mesmo, então, designado como Igreja Paroquial. Há relatos da existência de uma capela anterior à atual igreja e esse assentamento pode a ela se referir. 

O Belíssimo Interior da Matriz

As obras da Matriz de Nossa Senhora da Conceição começaram em 1707 e foram até meados do século XVIII, obedecendo ao estilo das grandes igrejas mineiras da primeira fase do Barroco: a planta quase quadrada, cujo exterior simples esconde o interior profusamente adornado em estilo jesuítico, com entalhes zoomorfos e fitomorfos, surpreendentemente ricos pela abundância de douramento. Nada se sabe dos oficiais que nela trabalharam pois poucos são os registros que remanesceram sobre Camargos e a sua preciosa Matriz. 

A Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Camargos teve o seu restauro estrutural aprovado e custeado pelo Conselho Municipal do Patrimônio - COMPAT, a partir de dotação do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (FUMPAC), no valor de R$ 424.000,00, estando as obras em fase de finalização.

  • w-facebook
  • Twitter Clean
  • w-flickr