Conselho Municipal do Patrimônio Cultural COMPAT Mariana Minas Gerais
Zelando pela nossa História

AS GRANDES INSTITUIÇÕES

Ainda na primeira metade do século XVIII a construção civil em Mariana tomou impulso, nascendo então os grandes edifícios. Com a criação do Bispado o antigo Arraial do Carmo assumiu grande importância : urgia traduzir esse valor em suas construções.

Antigo Palácio dos Bispos de Mariana

Palácio dos Bispos na Chácara da Olaria de Mariana, de Dom Frei Manoel da Cruz.
Bela obra de cantaria feita por José Pereira Arouca na fachada posterior, no século XVIII.

Um correr de casas na antiga Chácara da Olaria, doado em 1749 ao Bispado pelo Capitão José de Torres Quintanilha para a construção de um Seminário em troca de algumas missas, serviu como início do Palácio dos Bispos de Mariana que, a partir de Dom Frei Manoel da Cruz, nele habitaram até 1927. Provavelmente são dessa época, com algumas modificações, as alas central e sudoeste, edificadas com técnica construtiva tradicional: estrutura autônoma de madeira, paredes de adobe e pau-a-pique.

A contratação do construtor José Pereira Arouca em veio dar melhor feição ao edifício, acrescentando-lhe  no período de 1781 a 1791 um acabamento mais requintado pelo trabalho de cantaria da cercadura dos vãos, das arcadas e balaustradas do terraço.

Atualmente, funciona ali o Museu da Música da Arquidiocese de Mariana (FUNDARQ), para o qual o COMPAT direcionou verba do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural em 2013 para digitalização de um acervo histórico de partituras.

 

Aquarela feita pelo Padre José Viegas de Menezes em 1809, retratando os jardins do Palácio Episcopal, criados pelo Bispo Dom Frei Cipriano de São José e famosos por sua beleza. A sua reconstrução está em estudos pela FUNDARQ e o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Mariana-COMPAT será um dos parceiros prováveis.
Seminário Menor de Nossa Senhora da Boa Morte de Mariana, a mais antiga instituição de ensino de Minas
A ordem régia de 12 de setembro de 1748 deu ao Bispo Dom Frei Manoel da Cruz os meios necessários para a criação de um seminário no novo bispado.
Feito a partir de reformas e ampliações da antiga Chácara da Intendência, a Provisão de sua fundação data de 20 de dezembro de 1750. As obras foram ajustadas com Antônio Carlos Cardoso, que nelas ainda trabalhava em 1752.
As sucessivas modificações seguiram até 1793, sob o bispado de Dom Domingos Pontevel, mas a fachada original conservou o modelo original.
Por volta de 1880/82 o mestre José Pereira Arouca construiu a nova capela.
Nave da Capela de Nossa Senhora da Boa Morte.
Forro da capela-mór, de autoria de Antônio Martins da Silveira.

A talha e a policromia dos retábulos são elegantes e de excelente feitura. A pintura do teto, em estilo ilusionista e uma das obras-primas do Barroco brasileiro, é de autoria de Antônio Martins da Silveira, em 1782.

Atualmente o precioso forro encontra-se em risco, pela precária condição do telhado. Por isso, recebu verba do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (FUMPAC) gerido pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Mariana - COMPAT para escoramento e medidas emergenciais que estão em fase de execução.

Casa Capitular, atual Museu Arquidiocesano de Mariana

A Casa Capitular foi erguida pelos Cónegos da Sé para as reuniões do cabido.

Em 1765, o capítulo solicitou ao Rei de Portugal autorização e subsídios para a construção do edifício. Quatro anos depois, a administração régia concedeu-a, mas esquivou‐se deste e de todos os pedidos mais de ajuda financeira.

Em 1770, foi ajustada a obra com mestre José Pereira Arouca, a partir de um risco de autor desconhecido. De acordo com o auto de arrematação, o prazo para a entrega das chaves era de dezoito meses, a contar da data do contrato. Não se conhece a data da conclusão do edifício; sabe‐se, porém, que em 1793 as obras não haviam ainda sido terminadas, pelo que os cônegos moveram processo contra o construtor.

Desde 1962 ali está instalado o Museu Arquidiocesano de Mariana.

Uma das salas do Museu Arquidiocesano de Mariana.
Casa de Câmara dos Vereadores e Antiga Cadeia de Mariana
O atual edifício da Casa da Câmara dos Vereadores de Mariana
A planta original da Câmara, de autoria de José Pereira dos Santos, de 1762, com execução em 1782.

O edifício foi construído no local onde anteriormente se situavam os antigos quartéis dos Dragões, instalados em Mariana ao tempo do Conde de Assumar. Coube ao Senado da Câmara de Mariana a iniciativa de sua construção, cuja autorização definitiva foi dada a 16 de outubro de 1782 pelo Governador da Capitania, D. Rodrigo José de Menezes. Posta em concorrência pública, as obras foram arrematadas por José Pereira Arouca, conforme auto de arrematação datado de 20 de outubro de 1782, sendo o projeto de autoria de José Pereira dos Santos executado em 1762. Na construção do edifício trabalharam todos os oficiais que, juntamente com Arouca, foram responsáveis pela construção de outras obras, a exemplo da igreja de São Francisco e da Casa Capitular. A conclusão do edifício se deu após a morte de José Pereira Arouca ocorrida a 21 de julho de 1795, por seu testamenteiro Francisco Fernandes Arouca. Segundo o arquiteto Paulo Thedim Barreto, que se dedicou ao estudo das Casas de Câmara e Cadeia em geral, o Registro das Condições de Arrematação do edifício é, no gênero, documento ímpar pela riqueza de preceitos relativos à demarcação de uma obra, e a trabalhos de alvenaria, cantaria e serralharia, verificando-se ainda preocupações urbanísticas e estéticas, o que leva o referido autor a supor que as "Condições" remontam à época do projeto - 1762 - e que teriam elas sido organizadas também pelo próprio José Pereira dos Santos. (IPHAN).

O Conselho Municipal do Patrimônio de Mariana - COMPAT pagou parte de seu projeto de restauro em 2011/12 a partir do Fundo Municipal de Preservação Cultural, completando-o em 2017 e ainda arcando com o pagamernto de quantias complementares. 

Plenário da Câmara de Vereadores de Mariana.

Colégio Providência

Fachada da parte superior do Colégio Providência, de 1930.
O Colégio Velho, primeira construção das Irmãs de São Vicente de Paula em Mariana.
Convidadas pelo Bispo Dom Antônio Ferreira Viçoso em meados do século XIX, depois de três meses de viagem pelo mar e trilhas nas montanhas desde o Rio de Janeiro, doze freiras francesas da congregação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo chegavam a Mariana para cuidar de meninas órfãs e fundar a primeira escola feminina do estado.
A escola foi aberta em 10 de março de 1850. Em 1930 passou por ampliações que a fizeram ter um quarteirão de doze mil metros quadrados construídos, a maior área ocupada por uma instituição em Mariana.
Em seus 164 anos de existência o Colégio Providência formou gerações inteiras de jovens, tornando-se um referencial no ensino brasileiro.
 
A antiga Capela, adquirida pelas Irmãs através de doação, com construção nitidamente anterior a 1850.
A antiga Capela, adquirida pelas Irmãs através de doação, com construção nitidamente anterior a 1850.
A antiga Capela, adquirida pelas Irmãs através de doação, com construção nitidamente anterior a 1850.

Seminário Maior São José

O Seminário de Mariana foi fundado a 20 de dezembro de 1750 pelo primeiro Bispo Dom Frei Manuel da Cruz. Posteriormente, desmembrou-se em dois institutos: Seminário Menor Nossa Senhora da Boa Morte e Seminário Maior São José. Teve seu período áureo a partir do episcopado de Dom Antônio Ferreira Viçoso que confiou a direção do Seminário de Mariana aos seus confrades da Congregação da Missão. Estes se dedicaram ao referido trabalho durante cento e treze anos, de 1853 a 1966.

Desde 1967, com a saída dos Padres Lazaristas, o funcionamento do Seminário de Mariana, por iniciativa de Dom Oscar de Oliveira e com seu apoio, foi garantido pelo clero secular. Ele tem atendido aos vocacionados da Arquidiocese e também de outras dioceses que não possuem instituições análogas. A partir de 1991, acatando a sugestão da Primeira Assembléia dos Presbíteros da Arquidiocese, o Arcebispo Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida decidiu criar uma casa de formação distinta para os seminaristas do Curso de Filosofia, de maneira a facilitar o acompanhamento personalizado dos vocacionados e dar uma identidade maior aos estudos filosóficos.

(Extraído do site da Arquidiocese de Mariana).

A planta do Seminário Maior é da autoria do arquiteto José Poley , então residente no Rio de Janeiro, de onde também era o engenheiro-fiscal Dr. José Luiz Mendes Diniz, que acompanhou a sua construção, que durou seis anos e foi terminada em 1934.

Em seu acabamento alguns artistas contribuíram com o seu trabalho: o revestimento decorativo da fachada tem a autoria do alemão João Weindler, e no vestíbulo e em um salão há dois grandes quadros de Hans Nobauer, artista austríaco que tem vários painéis no Palácio da Liberdade em Belo Horizonte. 

O Seminário de Mariana foi fundado a 20 de dezembro de 1750 pelo primeiro Bispo Dom Frei Manuel da Cruz. Posteriormente, desmembrou-se em dois institutos: Seminário Menor Nossa Senhora da Boa Morte e Seminário Maior São José. Teve seu período áureo a partir do episcopado de Dom Antônio Ferreira Viçoso que confiou a direção do Seminário de Mariana aos seus confrades da Congregação da Missão. Estes se dedicaram ao referido trabalho durante cento e treze anos, de 1853 a 1966.

Desde 1967, com a saída dos Padres Lazaristas, o funcionamento do Seminário de Mariana, por iniciativa de Dom Oscar de Oliveira e com seu apoio, foi garantido pelo clero secular. Ele tem atendido aos vocacionados da Arquidiocese e também de outras dioceses que não possuem instituições análogas. A partir de 1991, acatando a sugestão da Primeira Assembléia dos Presbíteros da Arquidiocese, o Arcebispo Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida decidiu criar uma casa de formação distinta para os seminaristas do Curso de Filosofia, de maneira a facilitar o acompanhamento personalizado dos vocacionados e dar uma identidade maior aos estudos filosóficos.

(Extraído do site da Arquidiocese de Mariana).

A planta do Seminário Maior é da autoria do arquiteto José Poley , então residente no Rio de Janeiro, de onde também era o engenheiro-fiscal Dr. José Luiz Mendes Diniz, que acompanhou a sua construção, que durou seis anos e foi terminada em 1934.

Em seu acabamento alguns artistas contribuíram com o seu trabalho: o revestimento decorativo da fachada tem a autoria do alemão João Weindler, e no vestíbulo e em um salão há dois grandes quadros de Hans Nobauer, artista austríaco que tem vários painéis no Palácio da Liberdade em Belo Horizonte. 

O Seminário de Mariana foi fundado a 20 de dezembro de 1750 pelo primeiro Bispo Dom Frei Manuel da Cruz. Posteriormente, desmembrou-se em dois institutos: Seminário Menor Nossa Senhora da Boa Morte e Seminário Maior São José. Teve seu período áureo a partir do episcopado de Dom Antônio Ferreira Viçoso que confiou a direção do Seminário de Mariana aos seus confrades da Congregação da Missão. Estes se dedicaram ao referido trabalho durante cento e treze anos, de 1853 a 1966.

Desde 1967, com a saída dos Padres Lazaristas, o funcionamento do Seminário de Mariana, por iniciativa de Dom Oscar de Oliveira e com seu apoio, foi garantido pelo clero secular. Ele tem atendido aos vocacionados da Arquidiocese e também de outras dioceses que não possuem instituições análogas. A partir de 1991, acatando a sugestão da Primeira Assembléia dos Presbíteros da Arquidiocese, o Arcebispo Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida decidiu criar uma casa de formação distinta para os seminaristas do Curso de Filosofia, de maneira a facilitar o acompanhamento personalizado dos vocacionados e dar uma identidade maior aos estudos filosóficos.

(Extraído do site da Arquidiocese de Mariana).

A planta do Seminário Maior é da autoria do arquiteto José Poley , então residente no Rio de Janeiro, de onde também era o engenheiro-fiscal Dr. José Luiz Mendes Diniz, que acompanhou a sua construção, que durou seis anos e foi terminada em 1934.

Em seu acabamento alguns artistas contribuíram com o seu trabalho: o revestimento decorativo da fachada tem a autoria do alemão João Weindler, e no vestíbulo e em um salão há dois grandes quadros de Hans Nobauer, artista austríaco que tem vários painéis no Palácio da Liberdade em Belo Horizonte. 

Retrato de Dom Helvécio Gomes de Oliveira, o idealizador do Seminário Maior São José, retratado pelo pintor austríaco Hans Nobauer.
No frontispício, ao alto, destaca-se belíssimo quadro em azulejos, em cujo fundo se vê o Vaticano, rumo ao qual numeroso rebanho de cordeiros é conduzido pelo pastor São José, padroeiro do Seminário Maior. Este painel de treze metros quadrados é composto de quinhentos e sessenta e cinco azulejos, fundidos em Lisboa, cujo desenho é do artista lusitano Jorge Colaço.
No frontispício, ao alto, destaca-se belíssimo quadro em azulejos, em cujo fundo se vê o Vaticano, rumo ao qual numeroso rebanho de cordeiros é conduzido pelo pastor São José, padroeiro do Seminário Maior. Este painel de treze metros quadrados é composto de quinhentos e sessenta e cinco azulejos, fundidos em Lisboa, cujo desenho é do artista lusitano Jorge Colaço.
A escadaria principal possui incrustações de topázio imperial bruto.
A escadaria principal possui incrustações de topázio imperial bruto.
O ponto alto, entretanto, na arquitetura do Seminário Maior São José é a sua magnífica Capela, inteiramente pintada por dois irmãos italianos, os Gentilli. A supervisão esteve a cargo de Pietro Gentilli. Foram nela retratadas mais de cento e cinquenta figuras, em cuja elaboração usou-se como modelos pessoas de Mariana e do próprio clero, numa explosão de cores minerais que permanece inalterada até os dias de hoje.
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