Conselho Municipal do Patrimônio Cultural COMPAT Mariana Minas Gerais
Zelando pela nossa  História

TOMBAMENTOS - 2009 a 2010

No ano de 2009 iniciou-se o tombamento de importantes núcleos urbanos de alguns distritos de Mariana, todos do século XVIII. Esse tipo de ação estendeu-se por 2010 e 2011.

NÚCLEO HISTÓRICO URBANO DE SANTA RITA DURÃO

 

 

Tombamento: Dec. Municipal no. 4982 de 14 de abril de 2009

Livro do Tombo: Inscrição no. 04, pg. 05

Responsável Técnico: Patrícia Pereira

 

Na passagem do século XVII para o XVIII o bandeirante Salvador Faria de Albernás, em suas explorações pelo Ribeirão do Carmo, encontrou ouro em um local que ganhou o nome de Inficcionado. Devido aos seus achados e pesquisas, recebeu o título de sargento-mór.

Para o historiador Diogo de Vasconcelos, a origem da palavra Inficionado se deve a uma turba de desordeiros que infestou o ribeirão. Já para o Barão de Echwege, pioneiro da siderurgia em Minas, a palavra Inficcionado significa ouro de má qualidade.

A freguesia foi criada em 1718, recebendo o título de Nossa Senhora do Nazaré do Inficcionado. A matriz foi erguida pelo sargento-mor Paulo Rodrigues Durão, que era pai do poeta Frei José de Santa Rita Durão.

Em 1895 a Câmara Municipal de Mariana tornou oficial o nome de Santa Rita Durão, em sua homenagem. O centro histórico desse distrito já era tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico – IEPHA, em 12/01/96.

O núcleo urbano é notável pela presença de duas igrejas do século XVIII de belíssima feitura e decoração, vários solares e elementos artísticos, além da grande importância por sua história e cultura, o que justifica o seu tombamento também a nível municipal.

 

Dossiê de Tombamento



 

NÚCLEO HISTÓRICO URBANO DO DISTRITO SEDE MARIANA

Tombamento: Dec. Municipal no. 5.272 de 05 de janeiro de 2010

Livro do Tombo: Inscrição no. 07, pg. 08.

Responsável Técnico: Patrícia Pereira

 

Alguém já disse que as Minas Gerais nasceram no secular Arraial do Carmo...

No último quartel do século XVII alguns grupos bandeirantes penetraram pelas regiões desconhecidas do interior, habitadas apenas por feras e índios selvagens. Buscavam o ouro lendário que acreditavam brotar reluzente das fendas das montanhas, das areias dos córregos e rios. 

A bandeira vinda de Taubaté que no dia 16 de julho de 1696 acampou nas margens de um ribeirão, naquele mesmo dia chamado Ribeirão do Carmo por ser o dia de Nossa Senhora do Carmo, na verdade buscava o Tripui, do qual um viajante havia decantado as riquezas.

A descoberta de ouro no Carmo foi acidental e esse acaso forjou o destino de uma terra e de uma raça.

Se o Arraial do Carmo não foi o primeiro povoado das futuras Minas Gerais, pois essa condição é disputada por outros núcleos de desbravamento, não importa muito, pois em poucos anos assumiu a liderança entre os demais.

Primeira Vila da Capitania, sede do governo que em 1711, em mãos de Antônio de Albuquerque além das Minas administrava o Rio de Janeiro, São Paulo e São Vicente, primeira sede de Bispado e então primeira cidade porque um Bispo "não podia ser vilão" ou habitante de uma vila.

O seu rastro de grandeza atravessou os séculos e é ainda impressionante, espelhado em seus templos magníficos, seus monumentos grandiosos, a cultura de sua gente nativa que a pratica no dia-a-dia com a naturalidade de quem respira a Arte e a erudição desde o seu nascimento.

O tombamento do Núcleo Histórico Urbano de Mariana pelo Conselho Municipal do Patrimônio-COMPAT, referendado pela Administração da cidade é mais que um dever: é, sim, um ato de Reconhecimento, de Amor e de Fé por sua terra.

Na verdade, as Minas Gerais aprenderam a sua grandeza pelo exemplo de Mariana.

 

Dossiê de Tombamento

 

ÓRGÃO ARP SCHNITGER DA SÉ CATEDRAL DE MARIANA
Tombamento: Dec. Municipal no. 4983 de 14 de abril de 2009

Livro do Tombo: Inscrição no. 05, pg. 07

Responsável Técnico: Patrícia Pereira

 

 "A catedral da Sé de Mariana guarda um precioso tesouro musical – um órgão construído na primeira década do século XVIII em Hamburgo, Alemanha, por Arp Schnitger, um dos maiores construtores de órgãos de todos os tempos. Enviado inicialmente a uma Igreja Franciscana em Portugal, o órgão chegou ao Brasil em 1753, como presente da coroa portuguesa ao primeiro Bispo de Mariana.

É um instrumento de grande importância, tanto pela sua antigüidade e comprovada autoria, quanto por ter sido objeto de um amplo trabalho de restauração. Entre os órgãos da manufatura Schnitger que sobreviveram até hoje, esse é um dos exemplares mais bem conservados e o único que se encontra fora da Europa. O instrumento está sendo estudado, a fim de fazer parte do tombamento internacional de órgãos da manufatura Arp Schnitger pela Unesco."

 

* Extraído do website Órgão da Sé de Mariana.

 

Dossiê de Tombamento

 

NÚCLEO HISTÓRICO URBANO DE MONSENHOR HORTA

Tombamento: Dec. Municipal no. 5.630 de 16 de dezembro de 2010

Livro do Tombo: Inscrição no. 08, pg. 07

Responsável Técnico: Patrícia Pereira

 

Sendo um dos primeiros núcleos de povoamento de Minas Gerais, o local recebeu o nome de Arraial de São Caetano do Rio do Carmo,

Sua data de fundação não é corretamente identificada mas ali  viveu e morreu o bandeirante Coronel Salvador Fernandes de Mendonça, fundador de Mariana. Sua igreja, Matriz de São Caetano, é também de grande valor histórico e arquitetônico, com construção da primeira metade do século XVIII, tendo sido tombada pelo IPHAN em 25 de junho de 1953. 

 

Dossiê de Tombamento

 

NÚCLEO HISTÓRICO URBANO DE PADRE VIEGAS

Tombamento: Dec. Municipal no. 5.630 de 16 de dezembro de 2010

Livro do Tombo: Inscrição no. 08, pg. 07

Responsável Técnico: Patrícia Pereira

 

 

O primitivo arraial chamava-se Sumidouro, vindo da corruptela de Sumo D'Ouro, pela beleza e qualidade do ouro ali os garimpeiros encontravam nos aluviões, descendo farto pelas muitas escarpas das lavras.

Em 1742 foi elevado a Freguesia.

O tombamento de seu núcleo histórico é justificado por sua importância e antiguidade, possuindo edificações do século XVIII e também por qualidades paisagísticas, com cachoeiras entre as montanhas.

Em Sumidouro nasceu o inconfidente e poeta Cláudio Manoel da Costa, relevante figura do Brasil colônia.

A Lei Municipal no. 336 modificou o seu antigo nome para Distrito de Padre Viegas.

 

Dossiê de Tombamento

 

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE PADRE VIEGAS

O belo edifício do século XVIII, com o seu exterior e telhado já restaurado por iniciativa do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Mariana - COMPAT, está com o seu processo de tombamento municipal nas últimas etapas de finalização.

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