Conselho Municipal do Patrimônio Cultural COMPAT Mariana Minas Gerais

Zelando pela nossa História

OS BELOS SOLARES DE OUTROS TEMPOS

OS BELOS SOLARES DE OUTROS TEMPOS

A fase áurea de Mariana ficou marcada pelo surgimento de casarões e sobrados magníficos, construídos com requinte, formando âs vezes ruas inteiras.

Da fase inicial do arraial do Mata-Cavalos as famílias foram se mudando à medida em que as edificações se tornavam mais imponentes e os arruamentos se estendiam em direção à nova Matriz de Nossa Senhora da Conceição, construída pelo grande proprietário Antônio Martins Pereira, a partir de uma pequena capela.

Viver na Vila do Carmo que florescia era sinônimo de importância e trazia o reconhecimento público aos proprietários, que não poupavam esforços para demonstrar a sua ascenção social.

Os Sobrados da Rua Direita

Os Sobrados da Rua Direita

Sobrados da parte superior da Rua Direita de Mariana.

Casa do Barão de Pontal

Casa do Barão de Pontal

Casa do Barão de Pontal, à Rua Direita, com as suas raras sacadas esculpidas em pedra-sabão, atualmente propriedade da Arquidiocese de Mariana.

 

Existem duas datas para a edificação da Casa do Barão de Pontal, à Rua Direita. Salomão de Vasconcellos cita a sua construção em 1752 por ordem de Manuel da França Campos, a quem o prédio teria pertencido inicialmente. Já José Wasth Rodrigues diz que se trata de construção de cerca de 1790. Ambos, entretanto, atribuem a responsabilidade da construção a José Pereira Arouca, que nela viveu. Construída para uso residencial, abrigando porém, cômodos de loja na parte térrea, a edificação tornou-se tradicionalmente conhecida como Casa do Barão de Pontal, título concedido pelo governo do Império ao desembargador Manuel Ignacio de Mello e Souza, que exerceu, dentre outros cargos políticos, o de Presidente da Província, Deputado e Senador. Nascido em Portugal em 1781 ou 1782 e diplomado pela Universidade de Coímbra, veio ainda jovem para Mariana, onde fixou residência.

A grande casa possui dois pátios internos e um conjunto de sacadas delicadamente esculpidas em pedra-sabão, único no Brasil.

Casa de Alphonsus de Guimaraens

Casa de Alphonsus de Guimaraens

Afonso Henrique da Costa Guimarães, o Alphonsus de Guimaraens considerado o segundo maior poeta simbolista da Literatura Brasileira, nasceu em Ouro Preto em 1870. Nomeado Juiz Substituto da Comarca de Mariana em 1909, mudou-se para o sobrado da Rua Direita com a mulher Zenaide e quinze filhos, onde escreveu grande parte de sua obra. Morreu em Mariana em 1921. A casa onde viveu foi transformada no Museu que leva o seu nome, pertencente ao IEPHA.

Alphonsus de Guimaraens com sua mulher Zenaide e o sobrado onde viveram, à Rua Direita.

Casa Setecentista

Casa Setecentista

A Casa Setecentista, vizinha da Sé Catedral, outra das grandes construções da Rua Direita, obra de José Pereira Arouca. Pertencente ao IPHAN, em seus arquivos estão depositados mais de 20.000 documentos históricos.

Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio de Mariana

Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio de Mariana

O belo sobrado do século XVIII da Rua Direita, atual Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Como  outros dessa rua, tem uma passagem que se comunica com o adro da Igreja de São Francisco.

A Casa dos Secretários do Governo da Capitania

A região da Capela de Sant'Ana guarda uma jóia: a antiga Chácara do Bananal de 1713, também conhecida como Casa dos Secretários pelo seu uso como residência de secretários do Governo da Capitania das Minas Gerais, como José Rabelo Perdigão, Arthur de Sá e Menezes, secretário de D. Brás Baltazar da Silveira e em 1720, Domingos da Silva, secretário de D. Pedro de Almeida e Portugal, o Conde de Assumar. Depois, passou às mãos do Capitão dos Dragões José Rodrigues de Oliveira. O Conselho Municipal do Patrimônio Cultural COMPAT Mariana Minas Gerais está estudando o seu tombamento.

 

A Casa dos Secretários do Governo da Capitania, uma das mais antigas construções de Mariana (1713).

A Antiga Casa de Fundição, atual Casa da Cultura

Indo da Praça da Sé em direção ao atual Jardim, o antigo Largo das Cavalhadas de Assumar, está a bela construção da Casa da Intendência e de Fundição, datada de 1734, onde também funcionava a Arrecadação de Impostos. Nela estão atualmente instaladas a Academia Marianense de Letras e a Casa de Cultura e Artes,

A antiga Casa da Intendência sinalizava o poder e a riqueza da Vila do Carmo em 1734.

Apesar das perdas inevitáveis causadas pelo desgaste do tempo ou pela negligência de alguns proprietários, o casario histórico de Mariana apresenta-se imponente. A partir de alguns anos, a Administração Municipal aprendeu a ser vigilante para com os bens que integram o acervo de sua cidade. Por sua vez, o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural COMPAT Mariana Minas Gerais não poupa esforços para a conservação dos mesmos, estabelecendo, inclusive, parcerias e ações conjuntas com a Arquidiocese de Mariana, detentora da maioria dos monumentos, para que nada se danifique ou pior, se perca. Trabalhamos juntos, por uma cidade que saiba preservar a sua herança de grandeza e História.

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