MATRIZ DE SÃO CAETANO DE MONSENHOR HORTA

O arraial de São Caetano foi estabelecido pelo Coronel Salvador Fernandes Furtado de Mendonça, fundador do Arraial do Carmo em 1696, e seu filho Antônio Fernandes Cardoso.

Inicialmente resistindo ao período de fome na região do Carmo graças à prosperidade de suas lavras, depois escolheram partir para a região de Morro Grande, onde encontraram muito ouro.

Em 1703 a capela de Nossa Senhora de Loreto foi consagrada e serviu para ministrar os sacramentos aos povoados que estavam surgindo nas redondezas, como Santa Rita, Rio do Peixe e Sem Peixe.

São Caetano tornou-se freguesia colativa em 1752.

A Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que substituiu a antiga Capela, foi iniciada em 1730 pela Irmandade do Santíssimo Sacramento. Apesar de parcialmente terminadas  em 1742, as suas obras se estenderam até o século XIX.

Salvador Furtado de Mendonça encontra-se sepultado em seu interior.

Nave da Matriz de São Caetano, consagrada à Virgem da Conceição.

Se o exterior da Matriz é simples como os das igrejas da primeira metade do século XVIII, o seu interior é opulento, com a complexidade de sua talha dourada em estilo joanino - o Dom João V - compondo cinco retábulos. Inexiste registro dos artífices e mestre que nela trabalharam.

Notáveis também são os quatro painéis pintados nas paredes da capela-mór, de autoria de Dom Vicente José de Nicolta, que residiu no povoado por muitos anos.

 

Cimalha da banqueta do retábulo-mór.
Detalhes da cimalha do retábulo-mór.
Retábulo lateral da nave arrematado por cimalha em dossel, encimada pos um pelicano. Escultura policromada semelhante aparece no magnífico púlpito à direita. Defronte está a belíssima balaustrada torsa em madeira escura.
O belíssimo púlpito executado em montagem de pedra e madeira policromada.
A talha magistral da Matriz revelada em seus pormenores.

Numa pequena vila construiu-se um templo opulento, em cuja execução se empregaram artistas e artífices diversos de esmerada mão-de-obra, unicamente graças ao ouro extraído do Ribeirão do Carmo e seus afluentes.

Ganharam a Arte e a História.

  • w-facebook
  • Twitter Clean
  • w-flickr